Sopra o vento da reflexão sobre a vida, a forma como ela se repete...
Pensando hoje em como nos vemos em situações tão parecidas, tão repetidas, folhetins quase comparáveis com as histórias de novela das oito que tanto rotulamos medíocre...
Nossa existência está mergulhada num vale de mesmice repetida, ainda assim, nos achamos tão únicos, especiais.
Pérolas sem brilho, nas águas do engano e da superficialidade!
Somos previsíveis e arrogantes. Egoístas por defesa?
Sensíveis e suscetíveis ao alheio, ao medo, ás ameaças, inseguranças, críticas, ao abandono...
Somos arrogantes e temos medo do abandono. Somos egoístas e esperamos que os outros nos dêem o que de melhor possuem. Queremos ser amados e não damos amor á quem nos ama.
Pedimos respeito, mas somos incapazes de respeitar o sentimento do outro, o silêncio, o recato.
Tentativa vã de conhecimento altruísta a minha, "se o conhece-te a ti mesmo" não funciona para mim!
Onde os acertos se esconderam?
Pra onde os questionamentos nos levaram, se não produziram solução?
Alguém disse que não são as respostas que mudaram o mundo, mas as perguntas...
Se questionamento é mola propulsora da evolução, estaria agora evoluindo enquanto me pergunto sobre o que é correto , limpo e racional?
A polidez que espero alcançar, o brilho para minha pérola...O desejo ainda de me libertar da fosca aparência bruta e reluzir apenas...Como alcançá-la?
Eu disse uma vez numa palestra que todos somos ostras, e nossos verdadeiros valores e riqueza, estão escondidos dentro de nós, ocultos como crustáceos, numa ostra debaixo da areia, coberto pelas correntes do mar...Quem as quer descobrir? Quem se importa com o que somos de verdade, depois da aparência?
Quantas pessoas se preocuparam em descobrir meu verdadeiro valor, sem especular sobre o que sugere minha imagem aparente?
É certo que a única forma de uma ostra fabricar uma pérola é ferindo sua carne...
Paralelo oportuno esse...
O ser humano só produz coisas boas, reflete e evolui quando machucado. Assim como as ostras, para produzirmos pérolas valiosas, precisamos sofrer, ser magoados...
Para descobrir uma pérola, tem-se que investir em mergulhar no mar bravio, bem no fundo dele, onde há perigos, onde o mar guarda os maiores perigos, os seres mais selvagens...
Para descobrir o valor das pessoas temos que ter espírito desbravador, persistência, curiosidade, temos que enfrentar obstáculos, enfrentar o mar bravio, selvagem...
Onde estão os desbravadores? Onde estão os nobres mergulhadores, ávidos por pérolas, por gente valiosa ?
Descobri que só percebe o verdadeiro valor das pessoas, quem tem esse espírito desbravador, essa sede de justiça, de verdade, de valores...
Por conseguinte, concluí que se tenho valores á serem descobertos, devo me ligar á pessoas com essas qualidades, pois todo resto será fútil e igual.
Nossas histórias repetidas continuarão até que nós um á um, optarmos por desbravar, por buscar valores perdidos, descobrir a riqueza do outro...no dia em que optarmos pela descoberta, não pela conquista.
Conquistadores almejam apenas colocar o próprio nome em destaque, possuir, e perdem o interesse momentâneo, buscando logo um próximo mérito que os ponha em evidência.
Descobridores nos ensinam a observar, desbravar e a gostar do caminho dos questionamentos em busca do real valor.
O segredo da descoberta é garimpar...
Meu ouro está escondido, decidi que meu destino é desbravar em busca dele...
Visite a página do Projeto Vozes Digitais - ECA/USP, e veja publicações de poesias e arte captadas para o projeto. Leia: http://vozesdigitais.blogspot.com/2010/09/anonimo.html
O Portal
Isto não tem presunção de ser obra literária, mas sim expor questionar, pensar, desabafar, refletir...
Pode parecer poético ou político, eclético ou ridículo...
Para aqueles que gostam de reflexão ou não, para aqueles que só querem ler, os que vierem para criticar, especuladores que se escondam no anonimato, curiosos, críticos e desencanados, sejam bem vindos!
Vão encontrar motivos para rir, pensar, ouvir a trilha sonora do texto, criticar ou só passar o tempo.
Não é Lígia Fagundes Telles, nem Cecília Meireles, nem Carlos Drummond de Andrade, nem Mário Quintana... Esses são mestres que embalaram minha história literária. Não sou digna nem de me dizer súdita deles!
Sou apenas sua expectadora boquiaberta, voraz e irriquieta...
Aqui, mais uma entre tantos bloggers.
Pode entrar... a porta está aberta!!!
Líca Lima
Pode parecer poético ou político, eclético ou ridículo...
Para aqueles que gostam de reflexão ou não, para aqueles que só querem ler, os que vierem para criticar, especuladores que se escondam no anonimato, curiosos, críticos e desencanados, sejam bem vindos!
Vão encontrar motivos para rir, pensar, ouvir a trilha sonora do texto, criticar ou só passar o tempo.
Não é Lígia Fagundes Telles, nem Cecília Meireles, nem Carlos Drummond de Andrade, nem Mário Quintana... Esses são mestres que embalaram minha história literária. Não sou digna nem de me dizer súdita deles!
Sou apenas sua expectadora boquiaberta, voraz e irriquieta...
Aqui, mais uma entre tantos bloggers.
Pode entrar... a porta está aberta!!!
Líca Lima
é a vida,... outra vez....faz mto sentido agora
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