O Portal

Isto não tem presunção de ser obra literária, mas sim expor questionar, pensar, desabafar, refletir...

Pode parecer poético ou político, eclético ou ridículo...

Para aqueles que gostam de reflexão ou não, para aqueles que só querem ler, os que vierem para criticar, especuladores que se escondam no anonimato, curiosos, críticos e desencanados, sejam bem vindos!

Vão encontrar motivos para rir, pensar, ouvir a trilha sonora do texto, criticar ou só passar o tempo.

Não é Lígia Fagundes Telles, nem Cecília Meireles, nem Carlos Drummond de Andrade, nem Mário Quintana... Esses são mestres que embalaram minha história literária. Não sou digna nem de me dizer súdita deles!

Sou apenas sua expectadora boquiaberta, voraz e irriquieta...

Aqui, mais uma entre tantos bloggers.

Pode entrar... a porta está aberta!!!

Líca Lima


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Djavan - Amor Puro


Seu amor é puro???
A dúvida tem os minutos contados...nossa jornada hj toma um rumo só, ou se divide em dois caminhos diferentes....

Tanta Saudade - Ana Carolina e Seu Jorge


Por que o que sinto é mais forte do que o que penso?

O sentimento pesa mais do que a convicção!
Amor é um troço contraditório...
Lica Lima 31/08/2010 O dia D

Dia D - Sem poesia... Lica Lima

É...a vida não é um conto de fadas...
Decididamente não!
Hoje não tem poesia. Só por que a vida não é poética. Nós é que queremos que ela seja. Somos românticos???
Hoje quero falar de quem sou, de como estou...(isso é romântico???)
Tomar decisões não é facil, nos arremessa ao peso da responsabilidade de sermos gente grande, o que nem sempre somos na real...ou eu não sou ainda??? Ou ainda não sei ser???
Sentido aquela pontada no peito, aquele medo de perda...aquelas coisas que a gente não quer e não gosta de sentir, sabe?
Mas hoje não vai ter poesia...
Não vai ter, por que não sou cem-por-cento-poética! Sou gente que nem todo mundo:
Insegura, medrosa, choro pra caramba, sofro, falo tudo que penso, digo o que sinto na lata...(isso é loucura???)
Alguém me disse que cometo sandices, por falar tudo que sinto. Pois bem, eis aqui uma sandice nova e ainda mais doente: não vou só falar o que sinto. Vou publicar, assim, pra todos lerem...TODOS, sem exceção!
Não tenho medo de críticas.
Só tenho medo de abandono, de tristeza, tenho medo de escuro, de cachorro bravo, de gente falsa, de dor, dos homens...(esses são mais medonhos ainda!)
Tenho medo de me arrepender das minhas decisões...medo de não voltar atrás nunca, de faltar com a humildade comigo mesma e sofrer por isso. Orgulho me dá medo! Orgulho excessivo faz a gente trair nossas vontades, pra não admitir que simplesmente estava errado...
E o que é que tem errar?
Eu mesma escrevi aqui que um idiota disse que errar é humano!
Somos idiotas quando por orgulho achamos que não erramos, ou não reconhecemos nossos erros...Podemos escondê-los dos outros, mas sempre saberemos que erramos, e que o erro tá ali, pra nos perseguir, nos apontar...
Hoje não vai ter poesia...Não, hoje não!
Hoje não tem poesia por que sou humana. Sinto uma dor não-poética no peito. É minha dor...
Aquela sensação de fraqueza, de quem ta quase desanimando, quase desistindo, sabe?
O amor arranca pedaço. Ô sentimento que machuca...
Estou confusa e mais nada.
Na verdade confusa e sem rumo. Me ensinaram em casa que relacionamento é pra dar proteção pra gente.
Fui educada assim, achei que tava certo. Os homens não tem que nos proteger? Não é pra eles que temos que correr quando a gente tá machucada, doída, com medo??? E cadê o colo que eu tenho pra correr?
Pra quem é que vou chorar?
Por que não tenho opção??? Por que perdi a capacidade de fazer o que quero, por que meu coração me diz pra fazer o que não quero? O que não me parece correto, racional???

Por que o que sinto é mais forte do que o que penso?
O sentimento pesa mais do que a convicção.
Amor é um troço contraditório.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Tormenta argentina...

Alguém me toma.
Simplesmente!
Rouba o que me é direito,
leva meu destino, meus suspiros...

Muda meu pensamento.
Sem falar, sem pedir
manda na minha vida,
decide o que faço, penso.

É inútil relutar...
Não posso me libertar
da corrente que me arrasta,
laço sem nó!

Me arrebata o olhar firme,
estrangeiro, multicor
que seguro hipnotiza, escraviza
desarma!

A voz enternecida
enganadora sedução!
Promete em sussurros balbuciando,
ardente tormenta argentina!

Por que me domina
essa sensação descabida
louca, desesperada
O desapego de mim!

E eu?
O que decido?
Não posso?
Não sou?

Pra onde me leva
torrente de ventos,
que forte arrasta meus pensamentos...
E eu???

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Onde?

Gosto da idéia de que tenho meu lugar.
Um canto, um abraço, esconderijo.
Da idéia de que quente e acolhedor
meu lugar me dá referência, me acolhe...

De onde partem meus olhares?
Pra onde eles vão?
Lugares secretos, que só meus olhos podem ver!

E aqueles lugares por onde nem pude ainda passar?
E aqueles por quem já passei, me recordam?
Lembranças dos meus passos... tímidos, curtos!

Meu lugar é onde estou agora, recostada, pensante...
É onde ponho meus sonhos em ordem, desalinho os cabelos
Organizo idéias...

Onde vejo pessoas passando, indiferentes, frias.
Onde entendo as idas e a hora de voltar.
O aconchego, o cheiro...Onde sinto um outro calor
que me abraça, me protege!

Na íris clara, evidente, límpida
onde me vejo refletida e segura...
Moro nos teus olhos, de onde ninguém me pode tirar!
Onde gosto, fico! No brilho do teu olhar...

Tigre

Ah, a cor da pele iluminada,
de ares, do sol, do amor;
que doura, inebriante...
As curvas, a força, os pêlos...
E o cabelo emoldurando o espetáculo,
centro do universo!

Os ombros marcados e braços
fortes pra apertar, e os olhos como de tigre
que transparecem o feroz e o belo!

Os musculos que contraem num espetáculo
cadenciado, cheio de ritmo...
Ele se move....

Os arrepios que me dá!
Aah o cheiro que exala esse corpo de homem...
as sensações que me desperta, essa pele de cor iluminada,
de ares, do sol, do amor!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Visão do Belo

Fugaz, efêmera,
tão ofuscante e passageira:
fresca e saborosa de deslizar os olhos,
sentir com as mãos,
pensar com a cabeça e imaginar com ela...

Ah, a beleza que nos arrebata,
desperta os sentidos, torna tão evidente a obscuridão
e é tão elementar, particular...fútil!

Beleza tem gosto de encanto.
Escraviza, dói.
Sequestra os olhos: de contornos, de pêlos, de cor.
Beleza que tem textura..de olhar se sente que é...
Que levou á ruína reinos e arrebatou tesouros:
a vilã dos milênios, perigosa e cítrica;
ácida e sutil...

Ah, a beleza que mata, encanta, aniquila!
Corrompe e mutila.
Que embora tão absurdamente passageira,
ainda nos serve de engano para os olhos e veneno para o coração...

Planos

Odeio o direito não adquirido que um plano tem de simplesmente dar errado assim: sem avisar!
E aquela sensação ainda, de estarmos mergulhados na mais pura impotência?
Odeio a falibilidade dos planos, fragilizados diante da acidez do acaso e as frustrações  que me trazem os planos não realizados, que desrespeitam minha autoridade e frustram minha soberania de "ser pensante"...
Odeio planos!

Frases...soltas!!! Lica com a língua afiada via Facebook

"A pior coisa que uma pessoa pode fazer pra gente é mexer com nosso brio...isso é fatal...deixa a gente doente...". Hoje aprendi uma lição: Que a gente não deve nunca descer ao nível de ninguém. Meu valor ninguém tira: sou educada, tenho berço e tive oportunidades. Devo agradecer por isso...toda escória que apareceu na minha vida, saiu por si só!


Ver tudo voltar ao normal...again! Idas vindas, idas não vindas, não idas que vem de onda!!! Que turbilhão de coisas que parecem raiva e são amor, ou são amor e parecem raiva??? Por que será que os vendavais não são suficientes pra levar esses laços de nós??? De dentro da alma ...É tão bom quando a tempestade passa e o vento jura virar brisa mansa...


A raça humana tem uma qualidade detestável que é essa mania de distorção eespontânea, maliciosa, dos fatos e palavras alheias. Pensamos arrogante e irresponsavelmente que podemos propagar, á queima roupa, tudo que nos vem á mente acerca da vida alheia...
Ah... o berço, a educação e os bons modos que meus pai me deu...Será que ningúem mais fez isso pelos filhos?????

Inadimissível: Mas o que é que os homens pensam que são? Homens???

Visceral: Tenho ódio do amor que sinto por você!

Obvio: Quem foi o idiota que disse que errar é humano?

O homem que falava de ventos...

Ventos...ah eles vem, não pedem nem nada. Só chegam e só! Não tente controlar o vento, você não pode...Pode só sentir que ele acaricia seu rosto, desalinha seu cabelo, sua roupa, traz flores e novas coisas, espalha sementes. Ele é livre e só! E o que disse mesmo sobre ventania??? Esses ventos vão passar??? E se passarem???Você fica???
E pensava eu, comigo mesma, assim eu com meus botões sobre o caso de um cara que conheci. Vou chamá-lo de cara, por que não era assim um homem...E ele falava de coisas, falava de sentimentos com propriedade, como se os tivesse conhecido. Mas de ouvir falar só conhecia, por que o tal cara desconhecia o significado de sentimento.
Sabia ele das palavras e seus trotes, mas das palavras também não sabia poe estudá-las, sabia por conhecê-las, por manipular com elas na lábia do imaginário, do popularesco. Jurava ele que tinha sentimentos como o vento, que ás vezes de tão forte eram ventania, até vendavais de sentimento sentia... tão profundos, tão intensos que eram!
O tal cara ou homem que seja, desconhecia da ética e da fidelidade que precisava ter pra falar de sentimentos, de encantos de mulher.
Só sabia mesmo era persuadir com palavras, como se fossem número de mágica. Sim, aqueles que se fazem no circo, iludindo, envolvendo o público num encantamento: ás vezes, o tal homem se comparava ao mágico dos circos, mas a platéia era de uma mulher só.
E dizia que sentia sentimentos e sentia desejos, e jurava coisas que até convencia a platéia - a mulher - , de que era mesmo cheio daquelas coisas em si, e daqueles sentimentos, criando nela ilusões que a pobre até podia sentir!!!!
Era mesmo bom ilusionista aquele homem que falava de ventos...mas não era bom mágico, e aquilo não era circo, e a mulher...não era platéia...